Como melhorar a pontaria — o treino que resulta

A pontaria melhora mais depressa do que os reflexos, porque depende sobretudo de hábitos e não de fisiologia. Em baixo ficam as três áreas que mais rendem e uma que costuma ser tempo perdido.

Três áreas que mais rendem

Parar, não acelerar

Treine chegar ao alvo e parar num só movimento. Um cursor que passa por cima do alvo e volta custa mais tempo do que um movimento mais lento mas certeiro.

Sensibilidade fixa

Mudar as configurações apaga a memória muscular. Escolha um valor e não lhe toque durante algumas semanas, mesmo que seja tentador.

Séries curtas

Três a cinco minutos por dia rendem mais do que uma sessão longa por semana. A pontaria desce com o cansaço do pulso mais depressa do que parece.

Como estruturar o treino

  • Comece por uma medição de referência e registe a mediana de cinco tentativas, não o melhor resultado.
  • Treine de propósito mais devagar do que consegue — a precisão constrói-se ao ritmo em que não precisa de corrigir.
  • Dedique uma série só à precisão e outra só ao ritmo. Misturar as duas fixa um compromisso.
  • Meça a evolução por semana, não por sessão.
  • Ajuste a altura da secretária e da cadeira para que o antebraço fique apoiado — metade dos problemas de pontaria são problemas de apoio.

O que normalmente não resulta

Jogar jogos de tiro melhora a pontaria muito devagar, porque passa a maior parte do tempo a fazer outra coisa que não apontar. O mesmo vale para andar sempre a mudar de rato e de configurações — cada mudança apaga o que a mão já tinha aprendido.